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A clemência financeira! por Emídio Ferra

  • 17 de ago.
  • 3 min de leitura

 


Nos tempos próximos, fruto dos ventos de mudança, é esperada uma séria escassez de recursos, nos alimentos, sistemas sociais, económicos e financeiros. É-nos exigida uma mudança profunda de atitude e paradigma.

 

                                                                              

Nos tempos controversos de contrainformação, que se atravessam, a verdade é uma raridade, não em vias de extinção, mas de procura sem oferta suficiente disponível…

Na típica regra dos mercados, a procura excessiva sem oferta correspondente, aumenta os preços desmedidamente, podendo gerar inflação e sobrevalorizando o produto, ou seja, as raras verdades que se encontrem ainda disponíveis, serão inflacionadas e sobrevalorizadas, com o risco de perversão e de ganância, levando à mudança de sentido do “objeto” tão procurado, conspurcando-o e destruindo-o, no sentido literal do termo…

 O imenso risco de a sociedade humana cair numa espiral de decadência e incapacidade de superar as dificuldades que se avizinham, expõem os piores cenários para os preocupantes problemas ambientais, sociais e financeiros.

Focar-nos-emos neste último ponto, as finanças.

É aqui que surge uma esperança. A clemência financeira.

Entenda-se a clemência como, “virtude que modera o rigor da justiça”.

Esta suposta bondade, transportar-nos-á para uma tolerância face à redistribuição da riqueza, podendo gradualmente traduzir-se no renascimento da partilha e de uma justiça suavizada pela escassez, ao contrário do típico sentimento de ganância, austeridade, medo e desafeto, associado ao dinheiro. 

Criamos aqui uma possibilidade, mesmo que diminuta, mas realista. Considerando a história social e financeira e a aprendizagem que a humanidade tem demonstrado ter adquirido ao longo dos últimos seculos, é previsível que a derrocada de recursos que se avizinha, faça ressurgir no espírito das civilizações, a união, interajuda e valores de dignidade e de superação para além do estatuto mediano e banal.

Então esta conjuntura circunstancial, torna previsível que se torne vital revitalizar o mundo financeiro e económico nos parâmetros de verdade, fidelidade, fiabilidade e tolerância.

Ressurge assim a esperança de reviver o mundo dos recursos financeiro num horizonte de paz, justiça e porque não, em amor…

Se assim se desenhar o futuro breve, até podíamos arriscar afirmar que o dinheiro pode transformarmo-nos em seres melhores, mais honestos e felizes, num cenário de paz e compreensão.

Poderá parecer ambicioso ou irrealista, contudo do mesmo modo que a humanidade conquistou os direitos humanos essenciais nas suas bases jurídicas e sociais, poderá nesta era conquistar a riqueza justa e humanizada, o que se poderá traduz num imenso salto quântico na escada da evolução social e na redistribuição…

O elemento chave desta dissertação é o Poder.

O poder nestes últimos três séculos viu-se gradualmente vinculado ao dinheiro, que por sua vez foi completamente domesticado pelo mundo financeiro.

Este universo financeiro ao cair na teia do poder, serve interesses individuais, ecoicos e desregulados, não cumprindo assim, as melhores normas sociais do desenvolvimento e bem-estar.

Aqui entra o Florescimento Humano tentando reconquistar a pureza e singeleza desse espaço, que na sua base seria o serviço desinteressado, mas rigoroso, pelas sociedades humanas, justiça e paz.

É de convir que só com a consciência apurada da nossa necessidade de intervir e agir em conformidade, será possível as profundas mudanças do paradigma instituído.

Nas atitudes diferenciadas, conscientes e exigentes de cada cidadão, dar-se-á a revolução e o reencontro com a comunidade, sociedade e organismos de gestão e poder.

Então sim, é possível reviver o sonho de paz, harmonia e amor incondicional nas sociedades do oriente ao ocidente, de leste a oeste, num ambiente de tolerância e harmonia entre todos, de clemência financeira.

 

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